Como aplicar o manejo integrado de pragas para roedores?

manejo integrado de pragas

Existem mais de duas mil espécies de roedores ao redor do mundo, porém, apenas três delas são consideradas pragas. A melhor maneira de acabar com uma infestação de roedores é através do manejo integrado de pragas.

Os roedores são uma das principais pragas urbanas e rurais, são extremamente adaptáveis, por isso têm facilidade em viver e criar colônias nos mais diversos ambientes, sendo responsáveis por dezenas de doenças, por perdas gigantescas no campo, por danificar máquinas, equipamentos, fiações elétricas, tubulações, móveis, eletrodomésticos etc.

Por isso, é essencial aplicar corretamente o manejo integrado quando se trata de roedores. A seguir você vai conferir um artigo completo sobre o manejo integrado de pragas e como aplicá-lo para erradicar infestações de roedores.

O que é manejo integrado de pragas?

O manejo integrado de pragas consiste, como o próprio nome diz, em integrar diversas práticas distintas de manejo. Utilizando-as juntas, garante-se mais efetividade e eficiência no controle das mais variadas infestações, alcançando resultados muito mais satisfatórios do que quando utilizada apenas uma forma isolada de controle.

Esse tipo de estratégia é realizada em várias etapas, que você verá abaixo.

Quais são as fases desse tipo de manejo?

O manejo integrado de pragas agrega duas ou mais maneiras de realizar o controle para que os objetivos propostos sejam atingidos. Ele costuma ser feito através de um checklist de cinco etapas:

  • Inspeção: é a primeira fase do manejo integrado de pragas, quando são verificados todos os pontos relevantes que determinarão as fases seguintes. Entre eles estão grau de infestação, tamanho da área atingida, potenciais prejuízos ou aqueles já causados.
  • Identificação: fase em que o tipo de praga que está atingindo o local é constatado. Identificada a espécie, é possível saber quais são seus hábitos, quais riscos ela representa, as prováveis causas da infestação e o jeito mais inteligente para dizimá-la.
  • Medidas corretivas e preventivas: aqui são determinadas as medidas corretivas e preventivas que podem ser adotadas para que a praga seja erradicada de maneira satisfatória, além de serem determinados quais tipos de controles vão ser utilizados.
  • Desinsetização, desratização e descupinização: estágio em que o manejo integrado de pragas é efetivamente realizado, aplicando, em caso de necessidade, formas químicas de controle específicas para cada tipo de praga e de lugar.
  • Avaliação e monitoramento: aqui avalia-se se as medidas adotadas nas fases anteriores tiveram os resultados esperados. Caso não tenham sido satisfatórios, são realizados ajustes e/ou alterações nos tipos de controles adotados. Se os resultados tiverem sido alcançados, o monitoramento se certifica de que a infestação foi erradicada.

Como aplicar o manejo integrado de pragas para roedores?

Em primeiro lugar é preciso inspecionar o local da infestação e identificar qual o tipo de roedor a está causando. É possível que sejam ratazanas (Rattus norvegicus), ratos do telhado (Rattus rattus) ou camundongos (Mus musculos).

Após identificada a espécie, é necessário aplicar conhecimentos relacionados aos hábitos de cada uma delas para controlar da maneira mais efetiva possível a infestação.

O controle físico é uma excelente alternativa para impedir que novas colônias se formem. Ele busca bloquear os possíveis pontos de entrada, tornando o local inacessível para os roedores. Pode ser feito vedando passagens, buracos, tubulações não utilizadas, entre outros pontos que possam vir a ser usados pelos roedores para acessar o lugar.

O controle educacional também é essencial no caso do manejo integrado de pragas roedoras. Ele visa a adoção de boas práticas para eliminar fatores que atraem esses animais. É necessário educar para que o armazenamento e o descarte correto do lixo sejam feitos corretamente; para que objetos não utilizados e entulhos sejam retirados; para que os alimentos sejam conservados adequadamente, evitando sua exposição ao ambiente, entre outras ações.

Por fim, também é possível fazer utilização do controle químico, que consiste no uso direto de inseticidas para dizimar os roedores. Seu uso só deve ser feito quando realmente for necessário, sempre de forma pontual e de acordo com a espécie de roedor.

Após as estratégias de controle serem aplicadas, é preciso seguir monitorando a área infestada para garantir a eficácia dos métodos aplicados ou, quando necessário, adotar outras alternativas.