Manejo integrado de pragas rurais

manejo integrado de pragas

Desde os tempos bíblicos, as pragas e vetores assolam o campo, causando bilhões de dólares em prejuízos ao redor do mundo todos os anos. Por isso, o manejo integrado de pragas rurais é essencial para os agricultores manterem suas plantações seguras e protegidas.

Por esse motivo, é necessário conhecer as principais pragas agrícolas e os melhores jeitos de realizar o manejo integrado de maneira assertiva, minimizando os danos e conquistando os resultados esperados.

Continue a leitura e confira o artigo completo sobre manejo integrado de pragas rurais que preparamos para você.

O que é e como funciona o manejo integrado de pragas?

Entende-se por manejo integrado de pragas a prática de combinar ações distintas de manejo para controlar e eliminar infestações diversas.

A prática é indicada porque, ao associar mais de um método de controle, é possível garantir melhores resultados, visto que um tipo de manejo pode complementar outros e, assim, abranger mais frentes, sendo mais eficaz.

A fim de que resultados satisfatórios sejam alcançados, pode-se combinar duas ou mais modalidades de controles de pragas, como controles químicos, físicos, biológicos e educacionais.

Para tanto, primeiramente é preciso identificar qual é o tipo de praga causadora da infestação e a extensão da área comprometida e, a partir dessas informações, determinar quais tipos de manejo são mais indicados para o caso em questão.

Dessa forma, o manejo integrado de pragas pode ser aplicado com mais objetividade, proporcionando os resultados esperados.

Quais são as principais pragas rurais?

Em primeiro lugar, é preciso ressaltar que as pragas rurais são extremamente diversas e bastante comuns no Brasil, onde a grande quantidade de áreas destinadas à agricultura, a diversidade de cultivos e o clima propício favorecem seus aparecimento e desenvolvimento.

E, ao contrário do que muitos pensam, as pragas agrícolas não englobam apenas insetos, embora eles sejam o gênero mais recorrente, mas também incluem outros tipos de pequenos animais, plantas, fungos, bactérias, entre outros.

Ainda é preciso destacar que apenas o aparecimento desses seres capazes de causar danos não significa que a plantação ou criação está sendo afetada por uma infestação. Para ser considerada uma praga, é preciso que haja comprometimento considerável da área cultivada ou do gado, rebanho etc.

De acordo com a plataforma AgroSaber, iniciativa conjunta entre a Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa) e a Associação Matrogrossense dos Produtores de Algodão (Ampa), as principais pragas rurais encontradas no Brasil são:

  • Lagarta-da-espiga do milho;
  • Corós;
  • Pulgão;
  • Caruru-palmeri;
  • Ferrugem asiática da soja;
  • Mosca branca;
  • Bicudo do algodoeiro;
  • Larva-minadora;
  • Cigarrinha verde.

Elas atacam as mais diversas culturas, como milho, soja, trigo, cana-de-açúcar, algodão, feijão, sorgo, além de frutas, legumes, verduras e causam inúmeros prejuízos nos cultivos.

Como realizar o manejo integrado de pragas no meio rural?

Utilizar mais de uma metodologia no manejo das pragas rurais pode ser a diferença entre ter poucos prejuízos e ter perdas imensas.

Entre os tipos de controles, o educacional que, no meio agrícola, consiste em orientar produtores rurais sobre práticas eficazes de prevenção de infestações, deve ser aplicado sempre que possível, pois como diz o ditado popular “prevenir é melhor que remediar”.

Combinado ao controle educacional, é possível aplicar, por exemplo, o controle biológico que utiliza inimigos naturais das pragas agrícolas para eliminar as infestações. Esses agentes não causam danos nem à natureza nem à saúde das pessoas e, no Brasil, a Embrapa é referência nesse tipo de manejo de pragas.

Outra forma de controle que pode ser utilizada é o controle químico que, através do uso de defensivos, é capaz de erradicar os mais variados tipos de pragas rurais.

Ainda é possível fazer uso do controle físico que, como o nome sugere, compreende a realização do manejo com medidas físicas, como queimadas, por exemplo.

É essencial ressaltar que é necessário profundo conhecimento em relação às pragas, às culturas e aos tipos de controles, para que o manejo integrado de pragas seja eficiente e não prejudique os cultivos, o meio ambiente e a saúde coletiva.